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Arquitetura

Um convite à prosa

Onde: Curitiba • 30 de Abril - 2018 | Fotos Eduardo Macarios

Madeira, cimento queimado, metal natural ou preto foram os materiais escolhidos pelos profissionais do escritório Solo Arquitetura para criar o Cookie Stories, lugar que estimula novas formas de conversar, contemplar a cidade e tomar café com biscoito.

Vitrine para quem passa na rua, iluminação natural para o café e conexão com a cidade.

A recepção pensada abaixo de um grande volume azul marinho, quase negro, ladeado por um balcão em cerâmica branca e uma tábua de madeira clara itaúba como tampo. Projetores de luz fixados em eletrocalhas esquentam esta área através da luz amarelada que rebate na madeira da bancada e aquece ainda mais o lugar, exibindo biscoitos, salgados e bebidas quentes ou frias. Esta é a entrada deste despojado café em Curitiba.

 

As áreas de atendimento e das mesas contrasta no melhor sentido com a área de conversas, sentido pela intenção funcional, onde a primeira seria oferecer de maneira simples e rápida o serviço, enquanto na segunda a arquibancada e mini biblioteca dão a sensação de que o cliente está em casa e pode relaxar enquanto degusta os produtos.

 

Outro diferencial: no atendimento o balcão é protegido por um pé direito convencional, imprimindo um caráter mais acolhedor a este lugar, mas na área das mesas o espaço se expande verticalmente em um pé direito duplo.

 

Para a fachada, a troca das esquadrias deu lugar aos vidros transparentes que atuam como uma grande vitrine do interior, e garantem iluminação natural abundante para o café. Quem passa pela rua não consegue desviar o olhar do ambiente interno, bastante diferente dos tradicionais cafés da cidade. O arquiteto Gabriel Schneider frisa o cuidado da Solo no projeto de intervenção da fachada, ao conferir unidade ao embasamento do edifício.

 

Em relação ao interior, uma seleção restrita de acabamentos – madeira, cimento queimado, metal natural ou preto – amplifica o tom minimalista e cru do lugar. Esta escolha também proporciona um contraste positivo aos elementos objeto do projeto ao destacar os produtos e as pessoas. A madeira, por exemplo, serve como superfície ao longo dos degraus que funcionam como arquibancadas.

 

A intenção foi “criar uma dinâmica mais informal e divertida e, ao mesmo tempo, aumentar a quantidade de lugares no espaço”, diz Gabriel. Ele ainda afirma que o espaço se torna mais flexível à ocupação e apropriação pelos clientes, estimulando novas formas de uso, novos modos de conversa e interação.

Galeria A arquibancada permite que os clientes fiquem praticamente sentados à rua, separados apenas por um vidro temperado. A arquibancada recebeu acabamento em tábua de Tauari, para maior conforto. A estante foi estruturada em perfis metálicos, e recebeu vários módulos em madeira vazada. O volume azul marinho delimita a área do atendimento e oculta a cozinha no segundo andar.
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