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Arquitetura

Dicas para a segurança dos idosos

Onde: Curitiba • 01 de Outubro - 2020 | Fotos Créditos nas fotos

1º de outubro é o dia do Idoso: veja dicas de arquitetos para adaptar os ambientes com segurança

 Projeto: Bruno Moraes | Foto: Luis Gomes

Para quem vive sozinho ou com familiares, adaptações na arquitetura das residências facilitam a rotina e a integridade física para pessoas com 60 anos ou mais.  Segundo dados recentes computados no censo realizado Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem mais de 28 milhões de cidadãos acima dos 60 anos (13% da população do país). Em função do crescimento da expectativa de vida, constatada no Brasil e no mundo, este número tende a dobrar nas próximas décadas.

Com a celebração do Dia Internacional do Idoso em 1º de outubro olhar para as medidas que contribuem para a vida saudável dos nossos brasileiros é fundamental. Nesse aspecto, a arquitetura é uma aliada indispensável, já que o ambiente do lar deve proporcionar todas as condições para uma vida confortável e sem acidentes.



Residência térrea (acima) assinada pela Arquiteta Isabella Nalon| Foto: Julia Herman

Desde materiais que ajudam no dia-a-dia da terceira idade, até soluções de interiores para facilitar a rotina doméstica, é fundamental adaptar os ambientes, sem perder a estética decorativa. Pensando nisso, um time de arquitetos especialistas se concentrou nas questões para uma cada adaptada: Bruno Moraes, do escritório Bruno Moraes Arquitetura, Ieda Korman, do escritório Korman Arquitetos, Isabella Nalon, do escritório que leva seu nome, e Patrícia Penna, do Patricia Penna Arquitetura & Design.

Ao envelhecermos é comum surgirem alguns problemas relacionados à visão, coordenação motora e problemas de mobilidade, entre outros. "São fatores que podem causar acidentes e quedas, principalmente dentro de casa. Nesse aspecto, nosso trabalho é desenvolver layout e ajustes que vão de acordo com as limitações e necessidades específicas de cada morador", afirma a arquiteta Isabella Nalon.

Seguindo essa linha de raciocínio, a segurança é a maior preocupação quando se trata de uma casa para idosos. "Sempre que possível, a morada deve ser, de preferência, térrea e sem nenhum desnível. Mas quando essa arquitetura é inevitável, não há como abrir mão de investir em pisos antiderrapantes", explica a arquiteta Ieda Korman.

Acima, projeto de Korman Arquitetos / Foto: Gui Morelli

Outro ponto importante é a acessibilidade, considerando um possível uso de cadeiras rodas e andador. Para tanto, a largura mínima de 80 cm nas portas e vãos devem se fazer presente desde a porta da rua até os ambientes internos. "O espaço estreito compromete a integridade física dos moradores idosos e diminui a autonomia e confiança para que eles consigam praticar suas atividades", reflete a arquiteta Patricia Penna. "A arquitetura bem concebida para esse público estimula a circulação, memória, raciocínio, autoestima e resulta em qualidade de vida", complementa Isabella Nalon.

 

(Acima) Pisos antiderrapantes, especialmente em áreas molhadas, como banheiro e cozinha, são recomendações que a arquiteta Patricia Penna incluiu nesta casa no interior de São Paulo | Fotos: Fotos: Leandro Moraes

Principais adaptações:

- Piso: Existem algumas necessidades básicas em um projeto pensado para a terceira idade. O material do piso em hipótese alguma deve ser escorregadio. Dessa forma, a especificação de piso antiderrapante em áreas molhadas como cozinha, lavanderia e banheiro evita os escorregões que culminam em acidentes graves. Ponto pacífico entre os profissionais, o porcelanato é a melhor opção, já que o mercado oferece um amplo portfólio de acabamentos e texturas. "Por vezes até mais áspero, o material não deixa de trazer beleza ao ambiente, sendo, ainda, perfeitos para higienização simplificada", detalha a arquiteta Patricia Penna.

(Acima) Projeto de Korman Arquitetos / Fotos: Gui Morelli

- Móveis: Na hora de pensar nos layouts dos ambientes, a boa distribuição e a máxima 'menos é mais' devem determinar as escolhas. Nada de móveis que atrapalhem a passagem ou a circulação confortável: é sempre melhor evitar obstáculos e peças baixas pelo caminho, como as mesas de centro. "Quanto maior o espaço para circulação, melhor para a locomoção", enfatiza Ieda Korman. Ainda segundo a arquiteta do Korman Arquitetos, móveis pontiagudos não têm vez, uma vez que qualquer esbarrão em uma pele mais sensível pode provocar hematomas e até mesmo sangramentos.

Outra informação importante é que o mercado moveleiro produz opções mais altas, que facilitam no 'sentar-levantar' do idoso e possibilitam o apoio dos dois pés no chão. "Sofás, poltronas e camas precisam ajudar essa movimentação e as peças mais baixas se transformam em um transtorno para o morador", destaca Bruno Moraes. Na seleção, sofás e poltronas com braços e uma densidade mais firme estão entre as recomendações. Nos dormitórios, atenção redobrada para a cama, como afirma Isabella Nalon: "Colchões muito duros aumentam as dores na coluna cervical. Além disso, sempre preferimos modelos com regulagem de altura a cabeceira. Caso não seja possível, vale manter parte da cabeceira do colchão ligeiramente mais elevada, o que diminui tonturas e dores de cabeça".

- Tapetes:  Sabe aquele tropeção que um tapete mal posicionado pode causar? Definitivamente o vilão não é a peça, mas sim o modelo, tamanhos errados e colocação. No tocantes às medidas, em uma sala de estar, o tapete deve sobressair cerca de 30 cm, embaixo de sofás e estantes, evitando que as pontas se enrolem e atrapalhem o caminhar. Junto a isso, uma dica valiosa é fixar essas extremidades com fitas dupla face.

(Acima) Projeto de Patricia Penna / Foto: Leandro Moraes

- Banheiros: Sinal vermelho para pisos que, em contato com a água, tornam-se escorregadios. Barras de Apoio devem ser instaladas dentro da área do box, bem como no entorno da bacia sanitária e da bancada/lavatório. "Esses suportes são efetivamente importantes para a independência dos movimentos dos idosos e auxiliar em situações mais delicadas", relata Isabella. Sobre a bacia, há modelos com altura maior, que igualmente facilitam a movimentação do morador de terceira idade. Ainda sobre a área do box: ambientes estreitos dificultam o acesso, colocação de cadeiras de banho ou a presença de um cuidador para auxiliar. "A arquitetura conta com indicações técnicas específicas para essa projeção", esclarece Patricia.

Acima - Projeto de Isabella Nalon / Foto: Julia Herman

 

Adaptar sem Quebra-quebra

Na inviabilidade de efetuar reformas expressivas na casa, Isabella Nalon lista algumas dicas que eliminam a necessidade do quebra-quebra. Em quinas de móveis, os protetores são boas pedidas. A iluminação é essencial! Nos corredores, a instalação de leds ampliam a visão prejudicada do idoso e pode se tornar aquela luz mais fraca que fica acesa durante a noite e conduz o morador ao banheiro. "Podemos contar também com abajur e arandelas combinadas a lâmpadas mais fortes, lembra Isabella. No sofá, almofadas cooperam no ajuste da postura e auxiliam na hora de levantar.

Tecnologia Aliada

Como é bem comum que os idosos não fiquem sozinhos e precisem de cuidadores, uma nova demanda está surgindo dentro dos projetos destinados a terceira idade: "As pessoas me pedem para instalar câmeras. Por isso, é preciso verificar se é possível passar o cabeamento de rede ou se é possível investir em um sistema wi-fi_", conta Bruno Moraes, que também indica a instalação de fechaduras eletrônicas, eliminando a necessidade de chaves na hora de entrar em casa. Sensores de calor nos banheiros e corredores de passagem são bem-vindos no projeto. Com as ondas de calor, o sistema detecta a presença e aciona automaticamente as luzes.

 Acesse outras matérias sobre o tema e confira mais imagens em nossa galeria!

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