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10 dicas para trabalhar com arquitetos e designers

Rosicler Ribeiro de Campos Onde: Curitiba • 01 de Maio - 2018 |

Uma listinha pessoal tanto com base na boa (ou má) cliente que fui ao contratar profissionais, como do que ouvi dos profissionais nestes muitos anos como editora da Casa Sul

  1. Sinta afinidade com o profissional, não apenas pelo trabalho dele, mas principalmente perceba em uma primeira conversa se você vai com a cara dele. Empatia é fundamental. Confiança também.

  2. Não tenha medo de orçar com um profissional que lhe parece muito top e cujo serviço você acha que não pode contratar. Se não perguntar e ficar sabendo quanto ele cobra, poderá perder uma ótima chance de contratar o melhor. (Eu adoro circular pelas lojas de roupas de grife, aquelas bem caras mesmo, e vivo me surpreendendo que uma ou outra coisa está ao alcance de meu orçamento. E quando não está, eu ao menos saio com meu gosto aprimorado).

  3. Veja bem direitinho quanto pode gastar e não tenha vergonha de ir à entrevista inicial munido dessa informação. Se o arquiteto ou designer não fizer projetos dentro de seu orçamento, o problema é dele. Ruim mesmo é ficar sonhando com algo que você não tem a mínima condição de executar e fazendo de conta que pode. Todo mundo perde tempo e se frustra.

  4. Não esconda o jogo por receio de que se falar o valor verdadeiro do que pode investir, o profissional vai gastar mais ainda. Lembra da empatia e da confiança lá do começo? Pois é!

  5. Seja realista, ninguém faz milagre, portanto, é problema seu entender que nem tudo o que deseja pode caber no orçamento. O bom profissional, porém, vai conseguir chegar o mais perto possível disso, desde que você o deixe livre para mostrar as opções.

  6. Leia, informe-se, pesquise, vá fazendo uma biblioteca de imagens com o que você e as outras pessoas da casa gostam. Tenha isso bem organizadinho para dar referências claras ao seu arquiteto/designer.

  7. Também não defina o estilo apenas em palavras – clássico, neoclássico, moderno, minimalista – porque existe muito mau uso destes termos hoje e mesmo quem tem uma boa cultura se confunde. Mostre fotos e pronto, deixe que o profissional entenda o SEU estilo.

  8. Profissional escolhido. Orçamento aprovado. Estilo definido. Agora é hora de falar de seus hábitos em casa, mas entenda bem, não é para contar a história de sua vida! Ser objetivo, simples, é muito bem-vindo. É de dar pena os relatos que ouço de profissionais desgastados com essa parte do atendimento. Horas e horas de conversas unilaterais com pouca ou nenhuma informação de valor para a concepção do projeto. E se você está pensando que eles são insensíveis, não são. Desse relacionamento cliente/profissional podem surgir grandes amizades, mas poupe-os do que não é relevante nessa etapa. Deixe para detalhar durante um encontro social, não de trabalho, combinado? Uma dica: para saber se está se falando demais sem perceber, observe a linguagem corporal de seu interlocutor. É bem nítida quando ele está ouvindo apenas por educação.

  9. Não fique dando pitaco quando cada pessoa da família for falar de suas preferências. Fique bem quietinho ou quietinha, porque ali está se falando do sonho de outrem, não do seu. Cada um tem o direito de opinar sobre o espaço individiual e claro, do comunitário. Ou só você vai usar a cozinha?

  10. O item 10 vai ser um colab: um espaço para os profissionais de arquitetura completarem.

Falem comigo em off editora@casasul.com.br. Quem sabe aumentamos a lista, porque ela não vai parar aqui!

 

Nessas alturas (se ainda está lendo o artigo, espero que sim) você está pensando, essa colunista aí só fica falando de como tenho que agir com o arquiteto e o designer, mas eles também precisam ouvir o que tenho para dizer como cliente!

E tem mesmo, por isso meu próximo artigo vai ser sobre as nossas dores!

Aliás, todos, clientes e arquitetos, designers ou curiosos, são muito bem-vindos para deixar aqui seus comentários, de preferência publicáveis ou entrar em contato por e-mail. Vamos aperfeiçoar esta relação tão delicada! 

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