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Taco de madeira

Onde: • 18 de Agosto - 2026 | Fotos Renata Salles

Associado a interiores antigos, o revestimento ganha novas leituras em projetos contemporâneos.

O taco de madeira maciça foi um dos pisos mais comuns nas residências brasileiras, especialmente nas décadas de 1950 e 1960. Depois, passou a carregar uma imagem associada a interiores antigos, apartamentos das décadas passadas, madeira escura e ambientes que pareciam ter parado no tempo. Por isso, durante algum período, trocar o taco por outro revestimento parecia quase uma atualização obrigatória.

 

Hoje, porém, ele reaparece novamente em projetos de interiores — e não necessariamente para reproduzir uma estética do passado. Novas paginações, diferentes tonalidades de madeira e combinações com cores, marcenaria e mobiliário contemporâneo mudam a maneira como o material é percebido.

 

Então, o taco de madeira já era?

Neste quarto projetado por Mariana Milani e Sabrina Cantergiani do escritório Cantergiani e Milani, o taco escuro, instalado no formato espinha de peixe, mantém uma das características mais reconhecíveis do revestimento e ocupa uma área importante na composição, ao estabelecer a harmonia entre diferentes referências.

 

A madeira clara que reveste a parede e continua pelo teto cria uma superfície uniforme e atual. A cor azul acinzentada faz o contraste. A cama branca, de desenho mais clássico, poderia reforçar a associação com interiores de outras décadas, mas aparece ao lado de peças de linhas simples e de uma marcenaria que traz o ambiente para o presente.

 

É uma combinação interessante justamente porque não procura transformar o revestimento de madeira em outra coisa. O piso continua sendo reconhecível como taco, sem precisar ser o elemento que determina a época do espaço.